Assisti a The Great Gatsby do diretor Baz Luhrmann, que também dirigiu Moulin Rouge, sexta-feira, na estreia. O cinema estava assustadoramente vazio, nunca havia ido a uma estreia tão murchinha.
Uma semana antes, eu assisti à versão mais famosa do filme até então, a de 1974, com atuações de Robert Redford e Mia Farrow. Vou começar falando sobre essa adaptação do livro de 1925 escrito por F. Scott Fitzgerald.
![]() |
| { ♥ } |
![]() |
| { ♥ } |
![]() |
| { ♥ } |
Uma das coisas que mais me fascinou nesse filme foi a trilha sonora e as danças. Fiquei morrendo de vontade de aprender Charleston e Foxtrot! A época dos anos 20 é retratada de forma muito glamourosa.
Há um defeito neste filme, que acredito que seja o que mais incomoda a quem assiste: os homens estão suando muito, o tempo todo! Tudo bem que é um retrato do verão em Nova Iorque, mas isso é um pouco desconfortável e irritante.
![]() |
| { ♥ } |
![]() |
| { ♥ } |
Esta nova versão, de 2013, tem como Gatsby Leonardo DiCaprio. Ele é um ótimo ator, e está ótimo aqui também, mas particularmente não gostei da abordagem do personagem nesta versão. No primeiro, há toda uma mística envolvendo o nome e a figura dele, mas neste, informações cruciais são didaticamente oferecidas ao expectador antes mesmo da metade do filme. Não achei ruim, apenas preferi o clima de suspense do primeiro, pois achei que isso fez com que o Gatsby parecesse ainda maior e mais poderoso. Fiquei imaginando se no livro a ordem é essa também. Mas ainda não o li; pretendo ler em breve e escrever aqui sobre ele. O personagem do Nick é um pouco mais importante, já que ele aparece escrevendo o livro após a história toda ter ocorrido. Infelizmente achei a atuação do Toby Maguire muito inferior à do filme de 1974.
Já a atuação de Carey Mulligan como Daisy me surpreendeu. Há algumas cenas parecidas com as do outro filme em que ela se mostra muito mais fidedigna nas emoções do que a Mia Farrow.
Minha principal crítica a esta versão é a trilha sonora. Sei que é uma marca do diretor fazer adaptações musicais contemporâneas a filmes de época, mas achei, que neste caso, esse recurso ficou exageradamente descontextualizado. O Chalerston foi subsituído por Hip Hop e a alguns arranjos para a mesma música da Beyoncé. Ressalto que fiquei especialmente indignada quando a orquestra no palácio de Gatsby tocou Dubstep. O clima gangsta impera e não me agradou nem um pouco. Combinado com isso, há um mundo luxuoso mostrado de forma exagerada, com brilhos absurdos, poluição e até desconforto visual. Assisti à versão 2D, mas ainda assim, os efeitos visuais não foram só exagerados, beiraram a cafonice. A narrativa é interessante, sim, apesar de tê-la achado didática demais. Entendo que são outros tempos, outras demandas, outro público. Apenas uma coisa me agradou mais aqui do que no filme anterior: cabelo e maquiagem. Achei bastante fiéis à estética da época, e realmente lindos. Também adorei a brevíssima participação da Dita Von Teese. ![]() |
| { ♥ } |
![]() |
| { ♥ } |



































